Então ela entra e atravessa o quarto em direção ao banheiro e ele quase não nota, está entretido demais com a TV. Costuma acontecer com frequência, às vezes só notava ela voltando e ficava imaginando que havia uma passagem secreta em outro canto da casa que dava ali no banheiro, mas ele nunca descobriu onde. Deitado na cama e cansado da rotina, sentia-se como se perdesse partes dos sentidos e virava um zumbi de tv.
Estava assistindo desenho animado. Tetando se recordar porque gostava tanto deles quando criança, passava horas e horas assistindo aquelas coisinhas saltitantes e tagarelas. Foi então que um pensamento engraçado surgiu em sua mente:
"Se o pica-pau e o perna-longa lutassem, quem venceria? Os dois são bem apelões em quesito de passar a perna nos outros. Hum... Afinal, o que as crianças aprendem com esse tipo de desenho? Essas mensagens que os desenhos passam não são nada infantis... Mas se bem que assistir o Barney é o cúmulo... Criança nenhuma gosta daquilo, gosta? Deve ser um velho, gordo, peludo que veste aquela roupa de dinossauro roxo.
Será que ele ganha bem?
Será que esse é o nível mais alto que de repente um palhaço de circo consegue almejar?
Por uma boa grana, eu vestiria uma roupa roxa de dinossauro e ficaria quicando pra lá e pra cá feito um bocó.
Ninguém iria saber que era eu mesmo.”
Ouviu o chuveiro, achou estranho, não lembrou ter visto ninguém passar para o banheiro.
Ela entrou no chuveiro e por um instante esqueceu os pensamentos e só sentiu a água caindo pelo corpo. As tensões aos poucos foram aliviando, e em pouco tempo sair de baixo chuveiro parecia um grande tormento, e enquanto a água confortante lhe lavava o espirito uma pergunta vinha a sua cabeça:”Será que ele lembrou?”
Era o aniversário de terceiro ano do primeiro beijo, ele tinha que lembrar!
Saiu do chuveiro, e pegou a toalha, tinha a mania de se enxugar em frente ao espelho. Enquanto enxugava o cabelo uma brisa de vento arrepiante lhe atingiu o corpo e instantaneamente seus seios arfaram com um suspiro. Se olhou novamente no espelho, empinou o bumbum e deu um sorriso malicioso. Estava bonita, se sentindo gostosa, e por consequência, poderosa.
Teve uma ideia, como ele não havia lembrado daquela data tão importante, ela iria provocá-lo com todas as suas armas, e no fim das contas daria um beijo de boa noite e em seguida se viraria e dormiria. Que bela vingança seria!
Vestiu-se com a camisola que ele mais gostava, se perfumou bem de leve. Olhou novamente no espelho, estava pronta.
Foi então que ela saiu do banheiro, e se encostou na porta, observando-o.
Como se sentisse o olhar dela fritando sua pele, ele estendeu os olhos em sua direção ao mesmo tempo que ia baixando o volume da TV. Desta vez se entreteve tanto com a visão, que baixou o volume da TV até ficar sem áudio.
Mas não era pra menos. Lá estava ela, usando a camisola que ele mais gostava, aquela preta sem detalhes, uma das alças pendia um pouco pelo ombro, o tecido leve moldava-se perfeitamente sobre suas curvas. Seu olhar era de uma caçadora sobre sua caça, e era exatamente assim como ele se sentia, um assustado animal, intimidado por uma exímia caçadora.
E ela sabia disso, e adorava aquela sensação de poder. De controle.
Sim, ele era uma mera presa de seus atos, de seus lábios cheios com um sorriso devastador, de seu olhar penetrante... Ah, como era bom, saber que ele seria todo seu. E faria dele o que quisesse.
Ela deu dois passos pra frente, o tecido dançou no seu corpo por um momento, logo se moldando novamente por suas curvas.
Os olhos estavam fixos, uns nos outros, seria hipnose? Ele não soube dizer, simplesmente era impossível resistir aquele olhar.
Ela deu mais dois passos e se sentou na cama.
Tirou os brincos com calma e os guardou.
Ela sabia que cada segundo prolongado naquele momento, eram de extrema importância para o seu plano.
Se virou pra ele, dessa vez de joelhos sobre a cama, deu um beijo em sua testa e disse suavemente:
-Boa noi...
Subitamente ele a puxara para si e a beijara, um beijo ardente e prolongado.
Foi então que ela sentiu tudo que havia planejado antes como jogo de sedução, se desmoronar. Percebeu que não era mais a caçadora. Assim que ele tocou sua pele, assim que seus lábios foram tomados, ela sentiu como ele tinha poder sobre ela, sentiu que não tinha força alguma pra lutar, sentiu-se a mercê de todos os desejos dele...
Estava indefesa para todas as ações de seu homem.
E caramba, como aquilo era bom. Nem mesmo conseguiu evitar de morder o lábio inferior, quando ele cessou o beijo e a encarou novamente, lendo sua alma.
Quando ele a tocou mais uma vez, pelas pernas e foi acariciando por baixo da camisola até a cintura, ela simplesmente derreteu-se em um arrepio e esqueceu completamente porque estava com raiva dele.

taradão kkkkk
ResponderExcluirMuito.
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