quinta-feira, 20 de junho de 2013

17012013

LOL

Cara, acho que tu pirou de vez.
Mas como não poderia?
Mais de três anos sem estar na presença de uma única pessoa.
Já se deu conta que seu melhor amigo, que sou eu, é um boneco do power ranger?

Lógico que sou o Tommy. O power ranger verde mais foda de todos.

Você nem lembra mais, né? Como eu era... Como eu lutava... Qual era meu zord...
Bem... Isso é uma pena. Já que sou fruto da sua mente não poderei ajudar com essas recordações.

Mas deixe isso de lado, hoje é um dia feliz.
Olhou no calendário? Hoje é seu aniversário!
Temos que comemorar!
Não comemoramos seu aniversário desde quando?
Desde o ano do grande acontecimento? 
Ah...! Me lembro como se fosse hoje.

O terremoto devastador.

Quem diria que a terra na verdade era um ovo? Que rachou e se despedaçou...
Ei?! Você está vendo o que estou vendo? Ali no horizonte, fumaça.
Tá bem longe, mas acho que se a gente correr...
Ei! Ei!
Volta aqui!
Não pode sair correndo e me deixar aqui!

Isso mesmo, volte!
Agora me ponha no bolso. Aproveita e pega o binóculos. Ali! Não, aí não, ali, em cima da pedra. É, aí.
Ai, ai... O que você faria sem mim? Agora vamos.
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Me deixa ver também, dá aqui esse binóculos.
Um carro! Não há ninguém dentro...? ninguém por perto?
Temos que investigar, raciocine comigo.
Alguém esteve dirigindo aquele carro, o motor pifou e ele teve de prosseguir a pé.
Sabe o que isso significa? Estamos a mais de 3 anos procurando algum ser humano na terra, talvez nossa busca esteja perto do fim!
Mas sem precipitações. Lembra como foi lá na França? Viu o vulto, saiu correndo feito doido, a casa já estava só pela metade, tudo desmoronando. Quando finalmente encontrou... Era só uma capa de chuva pendurada num varal! E a casa lá, desmoronando com a gente dentro.
Se eu não gritasse pra você pular pela janela, a gente até hoje tava lá, em baixo dos escombros.
Sim, sim... Eu sei que ficou mancando por umas duas semanas... Deixa de ser chorão. Pelo menos tá vivo.

Agora vamos até o carro, talvez haja algo importante que encontremos lá.
Pelo visto o motor superaqueceu.
A cor desbotada pelo sol, os pneus carecas, o motor pegando fogo...
Fora isso, é um carrão.
Se você não tivesse enfiado o nosso carro naquela parede não estaríamos a pé... Não conseguia ver nada com a tempestade de areia? Mas você é cheio de desculpas, mesmo.

Vê se a porta tá aberta. Sim, o carro parece vazio. Tem umas sacolas vazias... tem cheiro de comida.
Vê no porta luvas... um diário? Guarda isso aê mané, depois a gente averígua com calma. Agora abre lá o porta malas.
Uma mochila. Abre ela... Roupas e...
Uia!
Calcinhas pai, véi! Sente o cheiro! Caraca. Sabe o que isso significa?
Mulheres!
Ou viadões.
Mas sem pensamentos negativos por agora.
Não podemos perder tempo.
Vamos seguir a diante, talvez só estejam um ou dois dias a nossa frente, com certeza vão se manter na estrada pra não se perderem.
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O Diário

"O fim do mundo foi ontem.
 Mas o fim ainda não chegou."

"Decidi escrever esse diário com a intenção de não me perder na minha própria mente, de não me fechar para a loucura da solidão.
Não sei mais quanto tempo faz que não converso com um ser humano.
Todas as pessoas que encontrei nesse período se tornaram monstros devido a calamidade.
Mas meus esforços estão chegando no fim.
Minhas esperanças se ofuscaram.
Não sou mais capaz de prosseguir.
Não só... 

Como queria uma única vez ouvir o som de uma voz que não é  a minha. Uma única vez mais conversar com alguém. Uma única vez mais abraçar e sentir o calor do corpo humano.

Eu apenas desisto... "

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Cara, olha essas ruínas.
Nunca tinha visto algo assim em minha vida de ranger.
Isso não é coisa feita por gente... Como coisas tão gigantescas assim foram construídas? E por que parecem tão antigas e desgastas? E porque tem essas coisas escritas em alto-relevo?
Observa, tem a forma de um circulo... e no chão... é um espiral. O que tem no centro?
Hum... Uma presilha de cabelo.
Alguém esteve por aqui.

Vamos continuar...
Parece que tem uma entrada ali no chão.

A entrada vai pro subsolo, pega a  lanterna vamos investigar.
Cê tá pensando o mesmo que eu?
É. Foi onde tudo começou. Mas de onde veio?
Do espaço.
Talvez.
Não tou dizendo que acredito.
Não, os power ranger não veem do espaço...
Quer dizer... Eu não lembro.
Tá ficando mais frio.

Olha lá na frente, aluz do sol vindo de um buraco no teto... Deve ser uma outra saída.
É muito alto e apertado. Se você tentar subir comigo no bolso, vai acabar me amassando todo.
Me jogue pra cima, depois você arruma um jeito de subir.
Certo, não me jogue muito forte.
Estou pronto, pode me jogar.

Droga.
...

Sim, eu estou bem.

Não.

Melhor você voltar.

Sério.

Não suba aqui.

Não cara.

Vá embora.

Não... Bem... Eu não estou agindo diferente... Mas é que...

Não, cara. Para de subir!

Você não vai gostar do que tem aqui...

Cara... Por favor...

Apenas coloque a mão na borda e me pegue de volta, ok?

Ah não cara, você espiou!

Eu disse pra não olhar...

É.

Sim.

Morta.

Enforcada.

Suicídio.

Chegamos atrasados.

Não, não é culpa sua.

Ei... Mas o que você está fazendo?!

Largue esta corda!

Não cara! Desce daí!

Desate esse nó agora! Pare com isso... Isso é loucura cara...

Não... Não pula daí!

Meu Deus...

Me ouça! Você vai encontrar outras pessoas! Tem de haver outros! Só temos que procurar!

Vamos conseguir! Eu sei que vamos!

Desce daí, vamos conversar a respeito e...






fim.





















segunda-feira, 28 de maio de 2012

Aniversário do Primeiro Beijo


Então ela entra e atravessa o quarto em direção ao banheiro e ele quase não nota, está entretido demais com a TV. Costuma acontecer com frequência, às vezes só notava ela voltando e ficava imaginando que havia uma passagem secreta em outro canto da casa que dava ali no banheiro, mas ele nunca descobriu onde. Deitado na cama e cansado da rotina, sentia-se como se perdesse partes dos sentidos e virava um zumbi de tv.
 Estava assistindo desenho animado. Tetando se recordar porque gostava tanto deles quando criança, passava horas e horas assistindo aquelas coisinhas saltitantes e tagarelas. Foi então que um pensamento engraçado surgiu em sua mente:
"Se o pica-pau e o perna-longa lutassem, quem venceria? Os dois são bem apelões em quesito de passar a perna nos outros. Hum... Afinal, o que as crianças aprendem com esse tipo de desenho? Essas mensagens que os desenhos passam não são nada infantis... Mas se bem que assistir o Barney é o cúmulo... Criança nenhuma gosta daquilo, gosta? Deve ser um velho, gordo, peludo que veste aquela roupa de dinossauro roxo.
 Será que ele ganha bem?
 Será que esse é o nível mais alto que de repente um palhaço de circo consegue almejar?
 Por uma boa grana, eu vestiria uma roupa roxa de dinossauro e ficaria quicando pra lá e pra cá feito um bocó.
 Ninguém iria saber que era eu mesmo.”
 Ouviu o chuveiro, achou estranho, não lembrou ter visto ninguém passar para o banheiro.

 Ela entrou no chuveiro e por um instante esqueceu os pensamentos e só sentiu a água caindo pelo corpo. As tensões aos poucos foram aliviando, e em pouco tempo sair de baixo chuveiro parecia um grande tormento, e enquanto a água confortante lhe lavava o espirito uma pergunta vinha a sua cabeça:”Será que ele lembrou?”
  Era o aniversário de terceiro ano do primeiro beijo, ele tinha que lembrar!
 Saiu do chuveiro, e pegou a toalha, tinha a mania de se enxugar em frente ao espelho. Enquanto enxugava o cabelo uma brisa de vento arrepiante lhe atingiu o corpo e instantaneamente seus seios arfaram com um suspiro. Se olhou novamente no espelho, empinou o bumbum e deu um sorriso malicioso. Estava bonita, se sentindo gostosa, e por consequência, poderosa.
  Teve uma ideia, como ele não havia lembrado daquela data tão importante, ela iria provocá-lo com todas as suas armas, e no fim das contas daria um beijo de boa noite e em seguida se viraria e dormiria. Que bela vingança seria!
  Vestiu-se com a camisola que ele mais gostava, se perfumou bem de leve. Olhou novamente no espelho, estava pronta.

 Foi então que ela saiu do banheiro, e se encostou na porta, observando-o.
Como se sentisse o olhar dela fritando sua pele, ele estendeu os olhos em sua direção ao mesmo tempo que ia baixando o volume da TV. Desta vez se entreteve tanto com a visão, que baixou o volume da TV até ficar sem áudio.
 Mas não era pra menos. Lá estava ela, usando a camisola que ele mais gostava, aquela preta sem detalhes, uma das alças pendia um pouco pelo ombro, o tecido leve moldava-se perfeitamente sobre suas curvas. Seu olhar era de uma caçadora sobre sua caça, e era exatamente assim como ele se sentia, um assustado animal, intimidado por uma exímia caçadora.
 E ela sabia disso, e adorava aquela sensação de poder. De controle.
 Sim, ele era uma mera presa de seus atos, de seus lábios cheios com um sorriso devastador, de seu olhar penetrante... Ah, como era bom, saber que ele seria todo seu. E faria dele o que quisesse.
 Ela deu dois passos pra frente, o tecido dançou no seu corpo por um momento, logo se moldando novamente por suas curvas.
 Os olhos estavam fixos, uns nos outros, seria hipnose? Ele não soube dizer, simplesmente era impossível resistir aquele olhar.
 Ela deu mais dois passos e se sentou na cama.
 Tirou os brincos com calma e os guardou.
 Ela sabia que cada segundo prolongado naquele momento, eram de extrema importância para o seu plano.
 Se virou pra ele, dessa vez de joelhos sobre a cama, deu um beijo em sua testa e disse suavemente:
 -Boa noi...
 Subitamente ele a puxara para si e a beijara, um beijo ardente e prolongado.
 Foi então que ela sentiu tudo que havia planejado antes como jogo de sedução, se desmoronar. Percebeu que não era mais a caçadora. Assim que ele tocou sua pele, assim que seus lábios foram tomados, ela sentiu como ele tinha poder sobre ela, sentiu que não tinha força alguma pra lutar, sentiu-se a mercê de todos os desejos dele...
 Estava indefesa para todas as ações de seu homem. 
 E caramba, como aquilo era bom. Nem mesmo conseguiu evitar de morder o lábio inferior, quando ele cessou o beijo e a encarou novamente, lendo sua alma.
 Quando ele a tocou mais uma vez, pelas pernas e foi acariciando por baixo da camisola até a cintura, ela simplesmente derreteu-se em um arrepio e esqueceu completamente porque estava com raiva dele.

sábado, 14 de abril de 2012

Carlos e as religiões

Olá seres extra-planares, psiônicos e interdimensionais.

Hoje trago mais um texto daqueles curtos/diretos.

Espero que gostem. Não esqueçam de comentar, seja psiquicamente, seja por sonhos em estados de consciência duvidosa... Ou mesmo, pela caixinha de texto que fica lá no fim da página? Vocês conhecem ela?!

Abraços.




Carlos e as religiões


Carlos nasceu Católico porque assim sua mãe lhe ordenou.

Quando completou 12, achou que algo estava muito errado.

Nada de realmente bom havia lhe acontecido.

Mesmo ele indo todos os domingos a igrejinha do bairro, sempre contribuindo com o que podia e sendo uma boa pessoa.


Carlos era pobre. Muito pobre. Como a maioria dos cristãos.


Morava em um barraco em cima do morro.


Sabia que havia algo de errado com a religião que seguia.

Nada do que pedia em orações lhe era concedido.

Uma vez disse a sua mãe que achava que Deus não existia.

Levou uma surra.

Mas mesmo a surra não foi capaz de arrancar-lhe essa dúvida.


Dois anos depois, após sua mãe morrer doente, na porta do hospital, por ninguém querer atendê-la, Carlos decidiu tomar uma decisão importante na vida:


Iria correr atrás de um deus verdadeiro!


Seja lá onde ele estivesse.


Foi na Universal, mas acharam que ele era trombadinha. Nem chegou a entrar na igreja.


Desistiu da ideia de ser cristão.

Já que não era aceito na própria igreja, nunca seria aceito no céu.


Recorreu a macumba.

Mas quando levou a farofa de ovo pra encruzilhada, ao invés de oferecer aos Exus, comeu. Era o único alimento que tinha conseguido em três dias.


Ouviu falar de Espiritismo.

Mas quando teve sua primeira seção com sua mãe falecida, ela mandou o jovem criar vergonha na cara e deu-lhe mais uma surra por ter saído da igreja.


Decidiu ser mais extremo, foi atrás do Satanás.

Mas só encontrou o assistente.

O Seu Toninho parecia ser gente boa, mas também morava num barraco.

Concluiu que o capiroto era tão egoísta quanto Deus.


Virou ateu.

Mas era chato não poder por a culpa em ninguém.


Foi então que conheceu o canela seca*.

Era de metal.

Feio, pesado e enferrujado.

Mas quando carregava ele na cintura, era como se o mundo melhorasse ao seu redor.

Tinha poder.

Poder que nenhum deus havia lhe concedido antes.

E a única oração que precisava fazer era:

“Perdeu, playboy!”.




*vide:canela seca


sábado, 17 de março de 2012

Conversa de MSN

De longe essa é a maior besteira que já escrevi.
Sério.





Conversa de MSN


Ele: Foda!

Eu: Foda boa ou foda ruim?

Ele: Foda ruim.

Eu: Foda ruim é foda.

Ele: Ãh?

Eu: Foda ruim é foda(ruim).

Ele: ...

Eu: Hahaha... foda.

Ele: boa ou ruim?

Eu: ruim.

Ele: Num existe foda ruim.

Eu: Claro que sim.

Ele: Claro que não. Macho que é macho só basta ter o buraco e ele já tá feliz.

Eu: Mas tem a tal da broxa.

Ele: Broxar é foda. Foda muito ruim.

Eu: Na verdade, se broxar num tem nem foda.

Ele: Pior. Então broxar num é foda.

Eu: Verdade.

Ele: Então num existe foda ruim.

Eu: Claro que existe.

Ele: Não no sentido intrínseco da coisa.

Eu: No sentido fodástico da coisa.

Ele: Aí sim. Vem junto com o porra. Ou a porra.

Eu: Saca aew:

"Em Portugal, devido a baixa taxa de natalidade, as pessoas eram obrigadas a ter relações: F.O.D.A. (Fornicação Obrigatória por Despacho Administrativo), daí a origem da palavra FODA."


Ele: Fornicação é foda. Hahahaha

Eu: Quero ir pra lá. As pessoas são obrigados por lei a trepar.

Ele: Vai que um negão te quer! Hahaha!

Eu: Que carai de negão rapá. Tá doido!

Ele: Hahaha! Tou de zoação. Mas é sério isso aí?

Eu: Sei lá.

Ele: Foda!

Eu: Mas então, por que mesmo tu me chamou aqui?

Ele: Esqueci.

Eu: Aí é foda.

Ele: Boa ou ruim?


-fim-


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Aventuras de um adolescente


Olá, como vão? Entusiasmados como o novo ano?
Pois é... Somos dois então.

Hoje trago um conto diferente! Algo realmente bacana!
Se trata de um texto onde você faz escolhas pelo personagem. Onde você controla o destino dele e o desenrolar da historia.

Funciona assim, você começa lendo pelo número 1. E ao final de cada parágrafo você deve fazer uma escolha entre as alternativas citadas e ler o paragrafo com o número correspondente a sua escolha. E assim sucessivamente.

É isso, espero que se divirtam!

Obs:A arte aí é do google imagens, roubei descaradamente de alguém.





Aventuras de um adolescente

1. Você é uma pessoa muito entediada com a vida que tem. Seus familiares, seus colegas, seus vizinhos e amigos nunca te entendem! E por isso você é sempre escorraçado e humilhado em público.
Ontem você completou quinze anos e só cinco pessoas foram ao seu aniversário...
Ao descobrir que sua popularidade está em queda, toma uma importante decisão que mudará sua vida entediante para sempre: fugir de casa!
Se você deseja fugir de casa ainda de madrugada, vá para o 2.
Caso queira passar mais uma noite nos aconchegos de sua cama, com estampas da Xena seminua e sair só pela manhã, vá para o 3.

2. “Quando mais cedo sair desse buraco, mais rápido estarei em um lugar melhor!” - você pensa já saindo de casa em plena madrugada. Carregando consigo uma mochila, com roupas, um pouco de dinheiro e outros itens que vossa senhoria julgou necessário levar. Itens que provavelmente serão de suma importância, são eles: o mini-game, o urso de pelúcia Tedy e sua meia cor de lima da sorte...
E então? Agora que saiu de casa, pra onde vossa desgracença pensa em ir?
Para a rodoviária. Vá para o numero 4.
Para a estação de trem. Vá parar o 5.
Para o aeroporto. Vá para o 6.

3. “Só mais uma noite e eu estarei longe deste lugar miserável!” - você pensa já indo dormir, mas antes, arruma bem a mochila com roupas, dinheiro e itens muito importantes para viagens deste tipo: sua coleção de quadrinhos e outras revistas essenciais (incluindo a playboy da Xuxa), seu gel de cabelo “nem furacão bagunça” e sua figurinha número 1 dos x-men.
Como prometido, ao cantar do galo você acorda e sai de casa sem ser percebido. E agora? Pra onde vai?
Para a rodoviária. Vá para o numero 4.
Para a estação de trem. Vá para o 5.
Para o aeroporto. Vá para o 6.

4. Você chega à rodoviária e procura logo um guichê para, assim, efetuar a compra de sua passagem. Sua senhoria observa a empresa com o slogan mais criativo (Te levamos até onde Judas percebeu que tinha perdido as botas!), se direciona até o local e pede uma passagem, para o lugar mais longe possível. A moça lhe vende a passagem sem uma única pergunta. Sorte sua viver num país de merda!
Olhando pro horário de viagem, você percebe que ainda tem muito tempo livre. O que deseja fazer?
Tirar uma soneca, caso não tenha feito. Vá para o 8.
Continuar acordado e dar umas voltas por aí. Vá para o 10.

5. De repente você se lembra que mora em uma cidade cocô, num estado lixo situado no extremo norte de um país desgraçado, e que onde você mora não tem estação de trem. Vá para o 6.

6. Você quer ir a rodoviária? Vá para o 4.
Você quer ir ao aeroporto? vá para o 7.

7. Você chega ao aeroporto, e sem demora vai comprar sua passagem. Mas a mulher do caixa diz que você é jovem demais para viajar só, e que precisa da companhia de um maior de idade responsável.
O que vai fazer?
Procurar alguém que finja ser responsável por você, Vá para o 9.
Tentar a sorte na rodoviária. Vá para o 4.
Ir para a estação de trem. Vá para o 5.
Desistir dessa merda toda e ir pra casa. Vá para o 11.

8. “Ah que sono!” - você se espreguiça já se deitando no banco e sem demora começa a sonhar com a vida longe desta merda de lugar!
Algum tempo depois você acorda e ainda está de pinto duro por causa do sonho quando percebe que sua bolsa sumiu! Desesperado você xinga todos os palavrões que aprendeu em todos esses anos de escola e começa a procurar pela bolsa.
Após matar mentalmente 312 vezes diferentes o ladrão que lhe surrupiou, você desiste da busca e decide voltar pra casa, vá para o 11.

9. ”Maldição!” - você pragueja. Logo em seguida começa a procurar alguém que lhe possa acompanhar, e para a sua surpresa você vê sua professora de língua estrangeira. Um rápido flashback lhe vem à mente, é a lembrança dela dizendo que tiraria licença pra viajar com o marido. O que vai fazer?
Pedir pra ela levá-lo junto. Vá para o 12.
Procurar outra pessoa, vá para o 13.
Ir para casa, vá para o 11.
Você deseja ir pra rodoviária, vá para o 4.
Ir para a estação de trem. Vá para o 5.

10. ”Que dormir cacete nenhum! Eu vou é dar umas voltas por aí!” - você pensa já andando em direção à praça de alimentação, e sua barriga ronca. Sim, a fome está lhe corroendo, já faz um tempinho que você não come... Você se encaminha em direção ao Mcdonalds mais próximo. Ao pegar sua carteira e ver quanto de dinheiro tem, uma descoberta decepcionante lhe atinge: só lhe restou 5 reais!
E com 5 reais no McDonalds você pode comprar apenas 25ml de refri (aqueles copinhos de café) ou um suquinho.
O que você faz?
Compra o refrigerante. Vá para o 14.
Compra o suquinho, vá para o 15.
Compra merda nenhuma e fica com fome mesmo, vá para o 16.

11.Você chega em casa esperando ouvir que vai receber a maior surra da sua vida, e vai logo preparando o couro. Mas pra sua surpresa nada acontece. Ninguém em sua casa nem ao menos sentiu a sua falta...
Você vai até o banheiro e percebe que só tem duas escolhas:
Virar emo. Vá para o 17.
Suicidar-se a si mesmo yourself-myself. Vá para o 19.

12. Você se aproxima da sua professora e pode perceber que ela está chorando. A professora Carla, apesar de ser bonita, sempre foi uma boa pessoa com você. Sua voz sai triste em perguntar:
-Você está bem?
-Eu tou legal... -ela responde enxugando as lágrimas- O que você está fazendo aqui?
Você responde dizendo toda a verdade e ela já com um sorriso no rosto lhe diz:
-Meu marido que exploda! Nós iremos pra a Miami!
Sim! Finalmente você conseguiu sair desse lixo de cidade!
Ainda bem! Porque eu já não te aguentava mais! Vai te bora mermo bixa! Desgraçado desse, só pra me perturbar mesmo... Não sei onde eu tava com a cabeça quando aceitei esse emprego de narrador, puta que pariu! FIM.

13. Você sabe que a ideia de falar com a professora é muito arriscada, então decide procurar outra pessoa para lhe acompanhar.
Você passa o dia todo feito um mendigo pedindo para os outros que te levem, mas ninguém tem coragem de andar com um cara chato como você!
No final das contas você fica na merda, como sempre esteve!
Que ir pra Rodoviária? Vá para o numero 4.
Estação de trem? Vá para o 5.
Nada disso?!
Então vá pra casa, vagabundo! É o melhor que tu faz! Vá correndo pro 11!

14. Você decide dar seu dinheiro em um mísero gole de refrigerante. Agora você está com fome, sede e sem dinheiro, pra largar de ser besta!
O que vai fazer agora?
Ir dormir, se não já tiver feito, vá para o 8.
Esperar o ônibus, vá para o 18.

15. Você então pede um suquinho, daqueles ki-suki congelados em saquinhos plásticos que mais parecem preservativos usados. Após terminar sua gloriosa refeição, algo estranho começa a contorcer em sua barriga. Em seguida, você cai desmaiado e morre logo em seguida.
Lá do inferno você pode ver sua família ficando milionária porque processaram o McDonalds por terem te vendido um suquinho fora da validade. Ihh, se fudeu, mané! FIM.

16. ”Não vou gastar meu dinheiro com coisas insignificamente fúteis !”
Você tem esse glorioso pensamento saindo do local.
O que tu vai fazer agora, porra?
Dorme aí, se ainda não fez isso. Vá para o 8.
Pegar o ônibus que dá mais futuro. Vá para o 18.

17. Você pega o lápis de olho da sua irmã, e o seu gel de cabelo.
De hoje em diante você será emo! Uma pessoa que tem medo de baratas, uma pessoa que chora sempre que assiste “os batutinhas” e um ser que pratica atos sexuais com criaturas do mesmo sexo. FIM.

18
. Finalmente o ônibus chega, com duas horas de atraso.
Sua viagem tem início e duas semanas depois você morre de desnutrição, por tanto vomitar dentro do ônibus. Você sempre foi uma pessoa de estômago sensível. FIM.

19. Como toda sua vida é um gigante monte de cocô, você decide se suicidar a si mesmo yourself-myself. Você sobe no telhado da sua casa pra se atirar, mas como o telhado já estava velho, ele quebra e você morre antes de pular. *RIP
Já chega dessa merda por hoje, é o fim!

20. Não existe nenhuma forma de chegar aqui, então se você tá lendo isso você é um puta de um ladrão mentiroso! Rouba até em joguinhos bestas como este!
É por causa de gente como você que o Brasil não vai pra frente. Bando de raça ruim do inferno! Vão tudo se fud...

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Conto Erótico?

Um conto longo, enfim!

Pois é, hoje trago um conto de verdade. Cansei de enrolar vocês com aqueles mini-textos e decidi fazer algo mais "cheio".

É só, espero que gostem. E não esqueçam de comentar.

Boa leitura.




-É um conto erótico, professora.

Tinha dezesseis anos e havia decidido ser escritor.

E como tal pedi sugestões a minha professora de português para auxiliar-me no começo da minha jornada literária. Ela, como uma ótima professora que sempre foi, se encantou com a idéia e logo sugeriu que eu escrevesse um texto de cada classificação na ordem que me conviesse. Quem sabe assim eu me encontrava.

Achei a idéia interessante e então comecei.

E logo, em alguns meses eu já havia escrito: um horror, uma comédia, uma fábula, uma crônica e agora um conto erótico.

Admito que fiquei com receio de ter que escrever algo do tipo e depois ainda ter que mostrar para minha professora... Mas como um bom escritor que eu viria a ser, tinha de ser profissional desde agora.

Agora vou falar dela, a minha professora do segundo ano do ensino médio: Alice.

Não tinha mais que trinta anos, usando aqueles pequenos óculos de leitura e um cabelo em forma de concha que mal tocavam os ombros, se vestia de forma simples e discreta como manda o formalismo escolar.

Às vezes costumava me encarar por cima dos óculos, o que sempre me deixava sem jeito.

Professora querida por todas e de fácil convivência. Adquirimos intimidade quando ela pediu para a turma uma redação com tema livre, então eu fiz um texto de como seria escrever uma redação. Ela pareceu ter gostado muito, e daí em diante começamos a conversar mais, a principio só sobre literatura e temas ligados à didática.

Até certo dia, em que a encontrei num bar, desses meio chiques, tinha ido com uns amigos, a verdade é que nem queria ir... Nunca fui de sair, ou seja, era nerdão mesmo.

Ela se mostrou tão amigável quanto na escola, estava ela e mais uma amiga a quem educadamente me apresentou, e perguntou se não queria me juntar a elas. Lógico que aceitei. Preferia estar ali e ter provavelmente uma conversa decente com conteúdo do que ficar zanzando pelo salão em busca de garotas que nunca iria conseguir conquistar.

E parecia que eu estava realmente certo, na mesa não mais conversas politicamente corretas de aluno e professora, mas sim, palavrões soltos sem desconforto, assuntos gerados pelo calor do momento, pelo gosto da bebida.

E então a partir desse momento, mesmo na escola ela mantinha uma conversa mais aberta comigo, claro que sempre levando em consideração o momento.

E foi em uma dessas conversas mais reservada que mostrei meu conto mais recente, meu primeiro texto com conteúdo adulto.

-É um conto erótico, professora.

Ela soltou um sorriso simples, desses em que os lábios só se movem uns dois centímetros, e me lançou um olhar que não consegui traduzir na hora.

-Como assim, um conto erótico? – ainda sorrindo, como se aquilo fosse uma piada.

-Sim. Exatamente isso.

-Que loucura é essa, menino?

-Me veio à mente, eu escrevi. É um gênero como qualquer outro.

-Vai querer ser levado a sério escrevendo contos eróticos?

-Por que não? Na literatura o erotismo é tão trivial quanto qualquer outra forma de expressão.

-Sim, mas normalmente ele vem apenas como um elemento, não como o gênero predominante.

-A senhora mesmo disse que não importa o gênero, se algo é bem escrito provavelmente agradará a maioria.

-Se isso for uma brincadeira sabe as conseqüências que terá, certo? –ela disse com um certo tom de ameaça.

-Sim.

-Garoto você tem cada uma! –de repente ela deu outro sorriso se dando por vencida.

No mesmo dia, próximo à meia-noite, eu estava no meu quarto quando o celular tocou, deitado na cama, tentava revisar o conteúdo da prova, era fim de ano letivo. Então apenas peguei o celular e coloquei no ouvido:

-Oi?

-Oi, já estava dormindo?

-Não, pode falar.

-Que bom então, fiquei com medo de perturbar.

Só agora havia reconhecido a voz, era Alice.

-Tudo bem, ainda tou bem acordado.

-Você já havia me dito que dormia tarde por isso criei coragem pra ligar.

-Pois é, durmo um pouco tarde mesmo... Tá tudo bem? Aconteceu algo?

-Não, não... Tô ligando pra avisar que li o conto.

-Sério? Que achou?

-Bem... Não sei por onde começar... Mas o texto está muito bom. O melhor que já fez até agora.

-Mesmo?

-Sim. A narrativa é ótima, os elementos vão se encaixando de uma forma bem legal e quase intuitiva, as ações são muito humanas... E as descrições, uau! Como conseguiu pensar nisso tudo?

-Ah... Usei as imagens que vinham à mente... Só isso.

Ela me fez essas mesmas perguntas quando leu os outros textos, mas normalmente fazia em sala de aula, estava surpreso por ela ter me ligado, ela também nunca tinha me elogiado assim.

-E a inspiração, surgiu como?

-Bem... De fantasias minhas. –senti-me um pouco envergonhado ao dizer.

-Você já fantasiou isso tudo? Mas você só tem dezesseis...!

-É... –estava meio sem jeito.

-Tem coisas aqui, que eu só fui aprender depois de velha! Por exemplo, como você sabia o que era “períneo”?

-Sei lá... Só sabia.

-Esse texto mudou totalmente minha visão de você.

-Sério? Sou tipo um pervertido agora?

Ela riu um pouco antes de responder:

-Não, não... Te imaginava mais...

-Mais...?

-Bem... Não achei que conhecesse isso tudo.

-Como assim?

-Pelo seu jeito... O modo que é na escola...

-Ainda não entendi.

-Vamos deixar isso pra lá?

-Ah... Tudo bem.

-Ainda não consigo acreditar que foi você quem escreveu isso.

-Por que não?

-Bem... Como eu já disse, você só tem dezesseis, e trata os detalhes como se tivesse vivenciado cada momento. Até botei um trecho num site de busca na internet... Pra ver se não tinha copiado. Mas não encontrei nada... Só que eu já desconfiava que não fosse encontrar, dá pra ver que o texto ainda contém uns erros gramaticais e umas coisinhas a mais que são características só suas.

-Ah. Desconfiou de mim? Que feio.

-Fui boba.

Houve um pequeno silêncio, eu ainda tava assimilando a situação.

-Ainda pouco quis dizer que sou inexperiente?

-Como assim?

-Com sexo.

-Ah... Bem... –ela ficou sem jeito, procurando palavras que não pudessem machucar.

-Tudo bem professora. Eu entendi, não precisa ficar sem jeito... Mesmo porque é verdade.

-Mesmo?

-Sim.

-Isso não faz muito sentido pra mim. Como tem todo esse conhecimento de sensações e emoções?

-Eu leio bastante. Mas o principal, eu imagino bastante.

-Como assim?

-Bem... –fiquei sem jeito novamente pra responder.

Às vezes, eu me pego imaginando cenas do tipo, só que faço questão de imaginar detalhe por detalhe, desde roupas, cenários e situações.

-O contexto é muito importante nesse gênero porque é como se ele fosse preparando o leitor aos poucos, e quando as cenas mais pesadas surgem, ele já está tão totalmente envolvido que se deixa levar e nem percebe o quão sem pudor pode ser a situação descrita. E você faz isso com perfeição.

-Mesmo? Ainda achei o final meio fraco.

-É bom. É um pouco repentino, mas termina com uma frase interessante que conclui o texto de forma a se ficar imaginando... Você tem o dom da safadeza.

Nós dois rimos, e logo em seguida houve um pouco de silêncio. Uma pergunta latejou em minha mente e escorregou pela minha boca:

-Acha isso estranho? Me vê como um adolescente com os hormônios à flor da pele?

-Não, longe disso...

Houve um segundo silêncio, dessa vez constrangedor. Subitamente ela comentou:

-Quero fazer uma próxima pergunta... Mas não sei se devo.

-Faça. Sabe que não julgo.

-Tem razão, me sinto até bem à vontade com você.

-É, eu também, nunca teria mostrado o texto e dito essas coisas se fosse a outra pessoa.

-De verdade?

-Sim.

-Gosto disso. Sua honestidade. Então vou fazer a pergunta. -ela disse essa última frase como se ainda buscasse coragem.

-Tá.

-Você já imaginou alguma cena comigo?

-Sim. -A resposta foi instantânea, ela continuou:

-Ainda lembra?

-Sim.

-Pode me contar?

-Na verdade, eu até escrevi.

-Mesmo?

-Sim.

-Quero que você leia para mim, pode ser?

-De verdade...? Não acho minha voz boa.

-Por favor... – o pedido saiu tão suave, que não tive como retrucar.

-Vou buscar.

-Eu espero.

Guardei o que ainda estava sobre a cama, abri uma gaveta e peguei meu caderno de anotações, sentei-me no chão, fazendo a cama de encosto para as costas, coloquei o caderno no colo, pus o telefone de volta e disse:

-Pronto. Posso começar?

-Sim... -A resposta veio logo depois do barulho do degustar de um gole em alguma bebida. Apenas ignorei, respirei fundo e comecei a ler.

Enquanto lia, a cena se desenhava na minha mente nos mínimos detalhes, era quase real para mim.

No silêncio do telefone ouvi a respiração dela ficando um pouco mais acelerada. Durante a leitura ela não disse uma única palavra, mas tinha certeza que Alice estava a ouvir tudo com muita atenção.

Até quando terminei:

-E esse é o fim.

Com uma voz meio fraca, respirando sem ritmo ela pediu:

-Repete a última parte, por favor.

Então, antes que eu terminasse pela segunda vez, ouvi um gemido sufocado em tom crescente, tímido e discreto do outro lado da linha. Agora a respiração forte era muito mais evidente.

Terminei de ler e fiquei em silencio por alguns instantes.

-Gostou?

Ouve mais alguns segundos de respiração forte e em seguida ela desligou.

Sem dizer mais nenhuma palavra.

Fiquei confuso e fui dormir.

No outro dia na escola, tudo acontecia normalmente.

Antes da prova convidei a Carol, a garota a qual eu tinha uma paixão platônica, para dar uma volta por aí, era a última semana de aula, eu tinha que tomar alguma atitude:

-E aí? Vamo lá na praça do coreto depois da prova?

-Quem mais vai?

-Bem... Posso convidar o pessoal...

Ela me olhou com um sorriso e disse:

-Melhor não.

Aquela resposta preencheu o meu peito com um calor, que foi impossível segurar minha felicidade, um sorrisão se alargou no meu rosto.

Fui fazer a prova tão feliz, que mal consegui pensar nas respostas. Era prova de química, não veria a professora Alice até a sexta, quando teria a última prova de português... Eu nem era obrigado a fazer porque já havia alcançado a nota.

Quando terminei a prova saí da sala e não vi mais a Carol, ela tinha terminado primeiro que eu. Peguei o celular pra ligar pra ela foi quando vi a mensagem que não tinha notado antes por estar no silencioso:

“Tô merendando no refeitório. Quando terminar, passa aqui!”

Então me dirigi até o refeitório, os corredores estavam vazios e silenciosos. Em época de prova era sempre assim. Antes que eu pudesse chegar lá, encontrei a Alice:

-Já vai professora?

-Sim... Hoje não aplico prova.

-Que bom então, um tempinho pra descansar.

-Estou merecendo mesmo. E você? Vai pra casa também?

-Sim...

-Eu tava pensando, tenho uns livros em casa e acho que eles poderiam te ajudar... Quer ir comigo buscá-los, lá em casa?

-Sério, mesmo?

-Sim, até faço um lanche pra gente, e olha que como moro só, até aprendi a fazer umas coisas legais.

-Poxa... Ia ser demais!

Subitamente, o sorriso de Carol veio a minha mente. Eu tinha uma escolha a fazer:

Sair com a garota que foi minha paixonite o ano todo?

Ou sair com a professora que está se dando de bandeja?

Procurei analisar tudo, várias opções correram a minha mente em frações de milésimo de segundos.

Eu tomei a decisão.

-Bem professora... Não vai dar. Meu pai tá me esperando... Sabe como é...

-Tudo bem. Fica pra próxima.

-Sim, sim! Com certeza! Promete que não vai desistir da idéia?

Ela riu, e confirmou, nos despedimos e fui embora.

Saí com a Carol, e acabamos ficando. Foi muito bom.

E o melhor é que ela quis de novo, até marcamos pro dia da prova da Alice, já que nós dois estávamos passados não precisávamos fazer.

E então aquela foi a última vez em que vi minha professora de português.

No ano seguinte ela não dava mais aulas, ouvi dizer que havia se mudado.

Às vezes me pergunto se fiz a escolha certa.

Será que fiz?




segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Atrasado

Meu professor perguntou com cara feia porque eu cheguei tarde na aula.
Deu vontade de responder:
-Porque ontem o senhor passou uma atividade pra hoje, passei a madrugada fazendo. Fui dormir tarde, acordei tarde, tomei banho tarde, tomei café tarde, fui pro trabalho tarde e tive que sair tarde pra compensar. Peguei onibus tarde pra vir pra cá, e então, cheguei na sua aula tarde.
Mas achei que era dramatismo demais, então só disse:
-Porque eu tava afim.






[Mais uma daquelas postagens pra não deixar o blog parado.]