Opaa! Tou de novo na aréa!
E trago-lhes novidades. Sim, novidades!
A parada é a seguinte:
Decidi reescrever sobre meu super-heroi favorito, um certo imortal adolescente...
Ele se chama Ínfinus, um rapaz que descobre que é "imortal"(como disse na linha de cima), e por causa disso vai passar por mals bocados. Acredito que o conto possua conteúdo adulto,
Coisas como:
"Nudez Artistica" (Artistica...? Hum... Tá... Sei...).
"Violencia vasta e sem sentido" (Nem tão sem sentido assim).
"Linguagem Depreciativa" (Chingamentos pra caralho!).
Então se você estiver procurando ler sobre coisas alegres e felizes, acho melhor fechar a página e ir comprar pão.
Antes de começar a bagaceira, só preciso fazer mais alguns comentários que possam ser relevantes ao decorrer da novelinha:
1- Primeiro: Estou me comprometendo a semanalmente postar um capítulo. É claro que por causa disso os capítulos serão bem curtinhos, algo em torno de uma página e meia.
2- Segundo: Pra quem já assistiu Highlander, algumas coisas parecerão óbvias... Mas como sei que hoje em dia o pessoal é dotado de pouca cultura inútil boa, vou explicar algo crucial para bom entendimento dá série:
No contexto em que escrevo, imortais podem sim morrer! E a única maneira de fazer isso é por decapitação. Quando um imortal decapita o outro, ele absorve algumas habilidades e alguns conhecimentos do falecido. Então por causa disso, os imortais caçam uns aos outros, em busca de poder e conhecimento.
3-Terceiro: Divirta-se.
Ínfinus
Simplesmente Imortal
Imagine como deve ser não morrer.
Exatamente isso. Ter a eternidade a disposição.
O que faria?
Acabei de completar 18 anos e sou imortal.
O que decidi fazer com minha imortalidade?
Usá-la para o bem da humanidade.
Como?
Me tornando um super-heroi.
Tenho uma vida dupla: de dia estudo para o vestibular, à noite enfrento pessoas malvadas.
Por quê?
Eu ainda não sei ao certo.
Já cheguei tão próximo da morte várias vezes, e garanto-lhe que não é porque sou imortal que não sinto dor.
Já vi coisas que me fizeram não dormir e não comer direito por dias.
Já matei. Sem honra alguma. Apenas fiz, por puro instinto de sobrevivência.
Envelheci 60 ou 70 anos em oito meses, absorvendo a sabedoria de outros imortais.
Deixei meu melhor amigo morrer, e hoje ele me acompanha como um fantasma atormentado.
Não sou um super-heroi tradicional, não tenho roupa colante e nem uma capa.
Apenas uma meia velha que cobre meu rosto e uma camisa toda remendada, exatamente como um marginal de periferia.
Minha única arma é uma espada. E meu único superpoder é não morrer.
Não tenho um batmóvel, ou um jato invisível. Me locomovo a pés ou de ônibus.
Os jornais já falam de mim... Mas não como um heroi, algo como “O justiceiro!”.
Por que eu estou te contando tudo isso? Tenho uma língua grande, falo pelos cotovelos. Mas meu intuito é mostrar que não tenho nada a perder aqui...
Então...
Pode vir com tudo, seu cuzão!
A espada dele era bem maior que a minha, brilhava bastante com o reflexo da lua cheia, e tinha uns detalhes em alto relevo bem interessantes... Seria um belo modo de ser rasgado ao meio, mesmo naquele beco escuro.
Seus movimentos eram silenciosos, suas passadas eram rápidas, seus cortes eram certeiros. Minha camisa precisaria de ainda mais remendos... Sem falar no sangue, depois que seca é horrível de se tirar o cheiro.
Mas eu também já não sou nenhum leigo no assunto, sei defender, esquivar, contra-atacar... Mas principalmente sei jogar sujo.
Um saco negro é arremessado ao ar e cortado ao meio, uma chuva de lixo o distrai momento suficiente para que minha espada atravesse seu ombro e o leve até a parede com o impacto do ataque. Ele grunhe com a dor, mas sem largar a espada ele efetua um corte vertical em meu tórax, o sangue jorra, mais grunhidos abafados saem de minha boca, o corte instantaneamente começa a arder, eu torço a lâmina da espada, ainda encravada em seu ombro, em movimentos circulares.
Ele urra de dor.
O sangue nos mela sem nenhum pudor, meu inimigo está ficando inconsciente. Faz mais um corte em meu peito, desta vez sinto que está perdendo forças... Mesmo assim, ainda consegue me arrancar muito sangue. Em uma fração de segundo, eu removo a lâmina de seu ombro e cravo novamente em seu peito, pude perceber que se fosse um centésimo mais lento, minha cabeça estaria agora pendente em meu pescoço por um único nervo. Ele havia sido quase tão rápido quanto eu.
Ainda não largou a espada, mas está sem forças pra qualquer tipo de movimento, de sua boca ouço pragas e palavrões. Ele sabe que está acabado.
Tirei-lhe a espada do corpo em um salto para trás, mantendo uma distância segura. Ele desaba ao chão sentado, está começando a perder os sentidos. Já estive nessa posição de “quase morte” algumas vezes, é tão ruim como estar engasgado por um punhado de cacos de vidro. Devo acabar com seu sofrimento o mais rápido possível, mas antes, eu pergunto:
-Por quê? Por que me caças?
Ele não me olha. Eu já sei a resposta.
Um corte horizontal, rápido e limpo. O sangue jorra. A cabeça dele roda assustando alguns ratos.
Definitivamente não é a cena mais bonita do mundo.
Tenho a sensação de dor por todo o corpo, um forte ardor no peito, como uma queimadura que pulsa latente. Os olhos ardem, lacrimejam. Minhas mãos tremem, minha respiração é forte e descontrolada. A cabeça dói, como se um tumor estivesse explodido dentro do meu cérebro. Minha garganta é seca, meus lábios estão rachados... O que eu não daria por um pouco de saliva agora?!
E então começa.
Um brilho vai aumentando gradativamente do corpo estirado, pequenos relâmpagos passam dele para mim, estou absorvendo todo o seu conhecimento. Os raios lambem minhas feridas, trazendo um momento de êxtase, não consigo ver nada além de um forte brilho que emana de mim. Sinto a energia adentrar poro a poro, célula a célula. Meus ferimentos são curados rapidamente, e um calafrio percorre minha espinha quando tudo termina.
Estou de volta ao beco sujo, todo coberto de sangue com um corpo sem cabeça aos meus pés e uma espada em minhas mãos. Procuro minha mochila, troco de camisa, guardo a espada, me lavo com um pouco de água que carrego numa garrafa, logo depois de um gole, tento disfarçar o cheiro de sangue com perfume barato e momentos depois, estou na parada de ônibus. É hora de ir pra casa.
E assim eu vivo como Ínfinus.
Um heroi? Não sei... Talvez somente um assassino.
PREGUIÇA HORRÍVEL DE LER, OK. Preciso me recompor. Estou fazendo Letras! D: Enfim, assim que der, eu releio isso em um lugar mais privado e menos barulhento pra processar melhor as informações u__u kk
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