quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Simplesmente imortal 2

Sim, queridos irmãos, eu lembrei que tenho que postar a continuação do ultimo conto!

E como prometido, está aí mais um capitulo.

Algumas explicações, e mais um monte de dúvidas, só pra deixar todo mundo curioso!

Próxima semana volto com a terceira parte.

Boa leitura.


Simplesmente Imortal


Eduardo apareceu repentinamente ao meu lado, como uma sombra que emerge do nada.

Um fantasma. Meu melhor amigo é um espírito.

E por algum motivo que desconheço sou o único que pode vê-lo e ouvi-lo.

Existem muitas dúvidas ainda sobre o que ele pode ou não fazer...

Diz que ser um espírito não é tão mal assim, não existem mais necessidades carnais, mas que tudo agora parece muito vazio e sem cor... Consegue atravessar paredes, mas não voar por aí.

Os efeitos da física são diferentes aplicados a ele...

Uma vez ele pulou de um prédio para testar como seria sua queda, foi quase como se planasse, tocou o chão como quem dar um salto desajeitado.

Ainda investigamos o motivo pelo qual ele vaga na terra, o por que de não ter ido pro céu ou pro inferno... Se é que isso existe.

A primeira coisa que disse ao me ver em pé, solitário, na parada de ônibus foi:

-E então... Como foi lá?

-Divertido, como sempre.

-Então ele era mesmo um imortal? -Ele ignorou minha piada, como sempre faz, respondo sua pergunta sem vontade:

-Sim.

-Absorveu-o?

-Sim.

-Droga... Essa guerra nunca vai acabar?

-Pelo menos temos a eternidade pra tentar resolver isso.

Novamente a piada não soou tão engraçada quanto imaginei.

-Por que não me deixa ver o que acontece? -Ele me perguntou sem olhar diretamente pra mim, como se fugisse dos meus olhos.

-Você não precisa ver aquilo... Não tem nada de legal em ver duas pessoas se estripando até não poderem mais.

-Mas e se algo acontecesse contigo?! Eu poderia ajudar de alguma forma!

-Não! Você já teve violência demais... Tenho que te poupar de tanta insan--

-Eu sou um fantasma! -Ele me interrompeu bravo, e continuou a expressar toda sua raiva:

Não existe mais nada que possa me assustar! E pare de me tratar como se eu fosse seu irmãozinho mais novo!

Fiquei surpreso com a reação dele, então ri com o canto da boca. Ele tinha razão... A pior parte para ele já havia passado. O que ainda podia acontecer de ruim com ele? Eu estava sendo idiota, e só agora havia me dado conta disso.

Mas é que Eduardo sempre foi um cara muito tranquilo, amigável... Um ano mais novo que eu, mas pra mim, era realmente como se ele fosse meu irmãozinho. Nunca quis transportar ele pra esse mundo de carnificina que mais parece um filme trash, classe b. E a culpa é toda minha...

Olho para ele... Suas roupas rasgadas, ainda são as mesmas do dia do ocorrido... Tenho flashes que perfuram minha mente, as lembranças são tão fortes que chego a ficar tonto por um instante. Maldito devaneio... Tento mudar o rumo da conversa:

-Vou sair de casa.

-Como assim? -Eduardo se assustou com a ideia.

-Largar tudo. É muito perigoso manter uma vida dupla.

-E o que dirá aos seus pais?

-Que eu estou morto.

-O quê?! -Surpreendeu-se, estava na cara que ele desaprovava a ideia. Argumentou:

-Imagina o que seus pais vão sentir?! Imagina a dor que causará a eles?!

-Acha que não pensei nisso?! Acha que é fácil pra mim?! Eu analisei todas as possibilidades, e todas colocavam minha família em risco. Este é o único modo de seguir com isso...

Seus olhos vazios me encararam, ele não estava convencido. Mas eu já havia feito a minha decisão.

De repente vi uma moça se aproximando. Usava uma jaqueta de couro, cabelos lisos negros e longos, pele pálida. Eu ainda me perguntava de onde ela tinha saído, quando ela parou, e perguntou:

-Tem fogo?

-Não... Eu não fu--

Subitamente senti a mão dela apertar minha garganta, e com um único braço me levantar do chão, sufocando-me. Era uma força descomunal! Senti meu pescoço estalar, ela havia quebrado-o, minha visão ficou turva instantaneamente.

Era sensação mais agonizante que um imortal podia sentir, a de “quase-morte”.

Perdi todas as forças nos músculos e todos os sentidos. Droga... Alguém havia me fodido legal.

Um comentário:

  1. haha, aloca. *já fiz comentários melhores pessoalmente. Ó só, tá melhorando o jeito de escrever.

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